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Reabilitação de acidente vascular cerebral

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O acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, é uma das principais causas de incapacidade a longo prazo de adultos, afetando cerca de 795.000 pessoas anualmente nos EUA, sendo um evento súbito, muitas vezes catastrófico.
Sobreviventes de acidente vascular cerebral e suas famílias podem encontrar soluções viáveis para situações mais difíceis para abordar cada problema com paciência, criatividade e perseverança.
A reabilitação e recuperação precoce podem melhorar funções e recuperações por vezes notáveis para quem sofreu um acidente vascular cerebral
Ainda muito que não sabemos sobre como o cérebro compensa os danos causados por acidente vascular cerebral. Em alguns casos, as células do cérebro podem ser temporariamente danificadas, não mortas, e poderá retomar o funcionamento ao longo do tempo.
Em outros casos, o cérebro pode reorganizar seu próprio funcionamento. Após uma lesão cerebral, uma região do cérebro pode “assumir” as funções de uma região danificada pelo derrame.
Sobreviventes de acidente vascular cerebral às vezes podem ter recuperações notáveis e imprevistas, que não podem ser explicadas.
Diretrizes de recuperação geral mostram:
10% dos sobreviventes de AVC se recuperam quase completamente
25% se recuperam com deficiências menores
40% terão deficiência moderada a grave que requerem cuidados especiais
10% necessitarão de cuidados em um lar ou outra instalação de cuidados a longo prazo
15% morrem logo após o acidente vascular cerebral
A reabilitação, na verdade, começa no hospital logo que possível após o evento agudo.
Em pacientes que são estáveis, a reabilitação pode começar dentro de dois dias após o AVC ter ocorrido, e deve prosseguir conforme necessário após a alta do hospital.
Dependendo da gravidade da lesão, as seguintes opções de reabilitação podem ser avaliadas:
 Internado em uma unidade de reabilitação no hospital com terapias otimizadas
Uma unidade de tratamento subaguda
Um hospital de reabilitação com terapia individualizada
Terapia em casa (domiciliar)
 Alta para casa com terapia ambulatorial
Um centro de cuidados a longo prazo que oferece terapia e cuidados de enfermagem qualificados
O objetivo a longo prazo de reabilitação é para melhorar a função para que o sobrevivente de acidente vascular cerebral pode se tornar tão independente quanto possível. Isso deve ser feito de uma forma que preserva a dignidade e motiva o sobrevivente a reaprender habilidades básicas que a lesão pode ter prejudicado habilidades como tomar banho, comer, vestir e andar.

 

Para ajudálo a atingir os seus objetivos de recuperação de acidente vascular cerebral, seu programa de reabilitação vai ser planejado por uma equipe de profissionais.

Esta equipe pode incluir alguns dos seguintes:

 Médico Fisiatra. Especializado em reabilitação após lesões, acidentes ou doenças. Aplica toxina botulínica para espasticidade se necessário.
 Médico Neurologista. Especializa-se na prevenção, diagnóstico e tratamento de AVC e outras doenças do cérebro e da medula espinhal
Enfermeira de reabilitação. É especializada em ajudar as pessoas com deficiênciaajuda sobreviventes gerenciar problemas de saúde que afetam o acidente vascular cerebral (diabetes, pressão arterial elevada) e ajustar a vida após acidente vascular cerebral
Fisioterapeuta. Sobreviventes de acidente vascular cerebral poderão apresentar problemas de movimento e equilíbrio; o fisioterapeuta sugere e realiza exercícios para fortalecer os músculos para andar, e outras atividades
Terapeuta ocupacional. Ajuda sobreviventes de derrame aprender estratégias para gerenciar as atividades diárias tais como comer, tomar banho, vestir, escrever ou cozinhar
Fonoaudiologista. Ajuda pacientes com sequela de acidente vascular cerebral a re-aprender habilidades de linguagem (fala, leitura e escrita); compartilha estratégias para ajudar com problemas de deglutição
Nutricionista. Ensina os pacientes sobre alimentação saudável e as dietas especiais (baixa sal, baixa gordura, baixa caloria)
Assistente  Social. Ajuda ospacientes a tomar decisões sobre programas de reabilitação, modo de vida, seguros e serviços de apoio em casa
Neuropsicólogo. Diagnostica e trata os sobreviventes que podem estar enfrentando mudanças no pensamento, memória e comportamento após acidente vascular cerebral
Terapeuta de recreação. Ajuda a sobreviventes de derrame aprender estratégias para melhorar as habilidades de pensamento e movimento necessárias para participar de atividades recreativas

O que é Lesão Medular?

Introdução

A lesão medular traumática ocorre quando um evento traumático, como o associado a acidentes automobilísticos ou motociclísticos, mergulho, agressão com arma de fogo ou queda resulta em lesão das estruturas medulares interrompendo a passagem de estímulos nervosos através da medula. A lesão pode ser completa ou incompleta.

A lesão é completa quando não existe movimento voluntário abaixo do nível da lesão e é incompleta quando há algum movimento voluntário ou sensação abaixo do nível da lesão.

A medula pode também ser lesada por doenças (causas não traumáticas), como por exemplo, hemorragias, tumores e infecções por vírus.

Manifestações Clínicas.

Nas lesões medulares completas há paralisia, perda de todas as modalidades sensitivas (tátil, dolorosa, para temperatura, pressão e localização de partes do corpo no espaço) abaixo da lesão e alteração do controle esfincteriano (urinário e fecal).

As lesões cervicais altas determinam tetraplegia (paralisia dos quatro membros). Na tetraplegia, a insuficiência respiratória é freqüente, devido ao comprometimento do nervo que comanda a contração do diafragma (nervo frênico).

Nas lesões cervicais baixas, observa-se paralisia dos membros inferiores e das mãos. Nas torácicas, a paralisia é de membros inferiores.

Na fase aguda da lesão, encontra-se flacidez dos membros paralisados, abolição dos reflexos tendinosos (teste do martelinho no joelho) e retenção urinária. Esta fase é chamada de choque medular e pode se estender por vários meses. Com o passar do tempo, pode haver recuperação dos movimentos e observa-se aumento dos reflexos tendinosos e do tônus muscular. Muitas vezes, observa-se também a presença de espasmos musculares. A retenção urinária é substituída por urgência para urinar ou incontinência urinária. O nível sensitivo, ou seja, o local até onde se encontra a alteração da sensibilidade, também orienta o diagnóstico topográfico da lesão. Alteração sensitiva até a cicatriz umbilical, por exemplo, indica lesão medular na altura de T10

As lesões medulares incompletas são classificadas como: síndrome medular anterior, síndrome medular posterior, síndrome central, síndrome hemimedular e síndrome radicular (inclui a síndrome da cauda eqüina).

Nas síndromes medulares anteriores, há comprometimento dos dois terços anteriores da medula, que se manifesta por déficit motor e sensitivo abaixo do nível da lesão, sendo que a sensibilidade profunda (vibratória e noção da posição de partes do corpo no espaço) está preservada. Essa síndrome sugere uma compressão anterior da medula como a associada a hérnias de disco traumáticas ou a lesões isquêmicas secundárias.

As síndromes medulares posteriores caracterizam-se por comprometimento do cordão posterior com prejuízo da noção da posição de partes do corpo no espaço. Existe distúrbio da marcha (base alargada com levantar excessivo das pernas para em seguida projetá-las sobre o solo tocando o calcanhar no chão) e nas lesões cervicais, da destreza em membros superiores com incoordenação que se acentua com a privação da visão durante os movimentos.

As síndromes centro medulares de origem traumática são mais freqüentes em pacientes que já apresentavam canal cervical estreito, como o associado a processo degenerativo de articulações intervertebrais (espondiloartrose), e que sofrem lesão relacionada com hiperextensão cervical. Existe comprometimento mais importante da substância cinzenta cervical, que leva a fraqueza e atrofia em membros superiores, com menor envolvimento motor de membros inferiores (esses pacientes, em geral, não podem andar) e sem alteração sensitiva importante.

As lesões hemimedulares, conhecidas como síndrome de Brown-Séquard, são raramente associadas a lesões traumáticas. Caracterizam-se por paralisia e alteração da noção da posição de um lado do corpo no espaço (lado da lesão) e perda da sensibilidade para dor e temperatura do lado contrário à lesão.

Alguns pacientes apresentam apenas lesão de raiz associada ao trauma, ao nível da fratura espinhal. Isso ocorre com mais freqüência na região cervical e se manifesta por dor no trajeto da raiz, fraqueza e atrofia nos músculos inervados por essa raiz.

Quando o trauma ocorre abaixo de L1, apenas as raízes da cauda eqüina são comprometidas. Observa-se fraqueza e atrofia assimétrica em membros inferiores (predomínio da fraqueza distal, afetando principalmente os músculos que fazem a flexão e a extensão do pé e dos dedos), com diminuição persistente do tônus muscular e dos reflexos tendinosos dos membros inferiores. Pode haver retenção urinária.

Principais Causas de Lesão Medular Traumática

Estudos epidemiológicos realizados nos Estados Unidos apontam, como principal causa de lesão medular traumática, os acidentes automobilísticos, responsáveis por cerca de 44 por cento dos casos, seguidos por agressão (24 por cento), quedas (22 por cento), lesões associadas a atividades esportivas (8 por cento) e outras causas (2 por cento).

No ano 2000, na rede SARAH, 57,5 por cento dos pacientes que sofreram lesão medular evoluíram com seqüela de traumatismo medular. Em 31 por cento, a causa foi acidente de trânsito, em 30 por cento agressão com arma de fogo, em 21 por cento quedas e, em 6, 5 por cento, mergulho.

Prevenção.

A Rede SARAH tem um Centro de Pesquisas (CEPES) que desenvolve estudos visando gerar conhecimentos que contribuam para a prevenção das principais patologias atendidas no SARAH. Pesquisas de interesse para a prevenção do neurotrauma já foram realizadas. Educação no trânsito, medidas contra a violência e orientações quanto aos riscos das quedas e mergulho em águas rasas são os principais meios de prevenção da lesão medular traumática.

Mecanismos das Lesões Medulares Traumáticas e Tratamentos Disponíveis.

Em um trauma medular, a lesão pode estar relacionada com fratura com laceração da medula subjacente, fratura ou luxação com compressão medular aguda, ou contusão medular sem lesão óssea ou ligamentar. A abordagem da lesão consiste em evitar seu agravamento com adoção de cuidados adequados de imobilização na remoção e transporte do paciente. Consiste também na identificação e correção de compressões medulares, o que pode exigir tratamento cirúrgico para retirada de herniações discais e estabilização da coluna.

Métodos para restaurar a função medular ainda não são disponíveis. Estudos com células tronco e células progenitoras e sua potencial aplicação no tratamento da lesão medular estão em andamento.

Prognóstico.

A incapacidade na lesão medular varia de acordo com o grau da lesão, do segmento medular e das vias nervosas e neurônios da medula envolvidos. A maioria dos pacientes apresenta melhora que se inicia a partir da primeira semana e vai até o 6º mês do trauma. A possibilidade de melhora espontânea diminui após o 6º mês. Estratégias de reabilitação instituídas precocemente podem minimizar a incapacidade a longo prazo.

As orientações da terapia funcional são fundamentais para evitar ou minimizar deformidades articulares, osteopenia (diminuição da trama óssea) com fraturas secundárias e trombose venosa profunda. A fisioterapia respiratória facilita a eliminação de secreções e reduz a incidência de infecções e outras complicações pulmonares. Os cuidados com a pele evitam o desenvolvimento de úlceras por pressão. Cuidados adequados com as vias urinárias (uma das principais causas de óbito em pacientes com lesão medular no passado) e com o intestino evitam complicações graves. Todas estas medidas podem reduzir a morbidade e a mortalidade, além de melhorar a qualidade de vida do paciente.

Confira as iniciativas inclusivas

Que cultura e cidadania caminham juntas na construção de uma cidade cuja população abraça a inclusão, isso todos já sabemos faz tempo. Agora pensar no processo de dar real visibilidade à diversidade por meio do estímulo aos agentes culturais que efetivamente criam ações pensando nos cidadãos com deficiência do município de São Paulo é um desafio constante que merece esforços redobrados. E é com este foco que projetos contemplados pelo Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais – VAI reiteram os esforços da articulação entre as Secretarias Municipais de Cultura (SMC) e da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED) para que mais iniciativas tenham impacto também nessa parcela da sociedade. Conheça um pouco mais dos projetos:http://bit.ly/1ltfMT0

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Filme do dia: Homens de Honra

Feriado combina com filme, então que tal curtir esta nossa indicação da‪#‎SessãoInclusiva‬? Em “Homens de Honra”, Carl Brashear é membro de uma humilde família negra nos anos 40 e se alista na Marinha esperando se tornar um mergulhador. Inicialmente, Carl trabalha como cozinheiro, uma das poucas tarefas permitidas a um negro na época. Quando mergulha no mar sem permissão, surpreende a todos com sua velocidade e se torna um “nadador de resgate”. Na escola de mergulhadores encontra o comandante Sunday, um instrutor áspero e tirânico que faz muito pouco para encorajar suas ambições. Porém, a determinação de Carl o impressiona e ele se tornam amigos quando Carl tem de lutar contra o preconceito e a burocracia militar.

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Durante o Encontro Internacional de Reabilitação aconteceu a 1ª Reunião de Partes Interessadas no Fornecimento de Cadeiras de Rodas no Brasil com o objetivo de aumentar o acesso das pessoas com deficiência a cadeiras de rodas apropriadas. Dentre as principais discussões destacaram-se a necessidade de alcançar uma gestão inovadora que supere obstáculos como o financiamento inadequado de produtos e serviços; a falta de capacitação de técnicos; a ineficiência do acesso e a falta de informação organizada para a tomada de decisão. Confira a matéria completa no link: http://goo.gl/KLIM2U

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Uso terapêutico do botox é aliado de áreas como a neurologia, a fisiatria e a urologia

O botox é um dos tratamentos estéticos mais procurados do país. A aplicação da toxina botulínica logo abaixo da pele reduz as rugas e linhas de expressão de forma rápida, pouco invasiva e com bons resultados. Entretanto, muito antes de ser popular na busca pelo rejuvenescimento, o botox foi pesquisado originalmente para fins terapêuticos e hoje é um importante aliado de áreas como a neurologia, a urologia e a fisiatria.

A toxina botulínica é fornecida gratuitamente pelo SUS há mais de 10 anos para todos os tratamentos, e seu uso é constante em diversos hospitais do país. Em Porto Alegre, o Hospital São Lucas da PUCRS inaugurou esta semana um ambulatório exclusivamente para a aplicação da toxina na área de neurologia.

As pesquisas com a toxina se iniciaram entre as décadas de 1950 e 1960, quando o oftalmologista americano Alan B. Scott buscava tratamentos alternativos para o estrabismo. Em 1989, os EUA autorizaram o uso do medicamento em humanos e a primeira marca a ser comercializada foi a Botox, do grupo farmacêutico Allergan, e o seu nome se tornou sinônimo da toxina.

Aqui no Brasil, o botox é usado para fins terapêuticos desde 1992, muito antes do uso estético, que começou somente nos anos 2000. As primeiras indicações eram para o estrabismo e o blefaroespasmo (ato de piscar os olhos de maneira descontrolada e excessiva), mas hoje ele já pode ser usado para tratar doenças tão diversas como bexiga hiperativa, cefaleia, paralisias, espasmos musculares e hiperidrose (suor excessivo).

— A toxina botulínica age entre o músculo e terminação nervosa. O nervo passa a mandar menos informação para o músculo e, consequentemente, ele relaxa — explica o neurologista do Hospital São Lucas, Jefferson Becker.

Devido a esse relaxamento a toxina botulínica é uma importante aliada para o tratamento de pessoas que sofrem com algum tipo de rigidez muscular, as chamadas espasticidades. Essa rigidez pode ser consequência de casos como acidente vascular cerebral, crianças com problemas no nascimento, traumatismo craniano ou na região da medula, entre outros.

— A toxina botulínica mudou a história do tratamento das espasticidades, especialmente entre as crianças que sofrem de paralisia cerebral. Com o músculo relaxado, uma criança que antes não conseguia colocar o pé inteiro no chão, por exemplo, passa a conseguir. Assim, seu corpo vai se adaptando e ela aprende a andar melhor, mesmo depois que o efeito do medicamento tenha passado. Isso reduz consideravelmente a necessidade de cirurgias — explica o fisiatra, professor da PUCRS e médico do Hospital São Lucas Carlos Musse.

Vencendo a paralisia

As aplicações de botox fazem parte da vida de Clara de Souza Soares, hoje com oito anos, que sofre de paralisia cerebral, uma sequela do seu nascimento prematuro. A paralisia afeta o lado direito do seu corpo, especialmente nos membros inferiores. Com o uso da toxina botulínica, ela tem mais liberdade em seus movimentos.

— A toxina era o único tratamento da Clara até os seis anos, quando ela fez uma importante cirurgia, e sempre teve ótimos resultados. Hoje, seguimos com as aplicações e, com a ajuda de uma órtese, ela caminha muito bem e leva uma vida normal — conta a professora, psicopedagoga e mãe da Clara, Elisangela de Souza Costa.

Combate à cefaleia

Um dos mais recentes usos da toxina botulínica é no tratamento da enxaqueca crônica. Por meio de aplicações logo abaixo da pele, o medicamento é capaz de impedir que as terminações nervosas que causam dor cheguem ao músculo.

A secretaria executiva Ana Paula Medeiros, 29 anos, sofre com dores de cabeça desde a adolescência. Nos últimos dois anos, sentiu uma piora nas crises e procurou ajuda médica. Após diversos tratamentos sem resultado, seu neurologista indicou a aplicação do botox, em maio deste ano.

— Eu tinha crises muito fortes duas ou até três vezes por semana e tomava muitos analgésicos. Depois da aplicação, as dores aparecem com bem menos frequência — conta a jovem.

Na urologia

Outra área da medicina que utiliza a toxina botulínica é a urologia, especialmente no tratamento da chamada bexiga hiperativa, quando o paciente sente uma vontade urgente e desconfortável de urinar, ou quando ele precisa excessivamente ir ao banheiro no decorrer do dia. A aplicação da toxina deve ser feita diretamente no músculo da bexiga, por meio de uma endoscopia.

— Nos casos em que a medicação oral e outros tratamentos não apresentam resultados, o uso de botox pode ser uma boa alternativa para evitar as contrações involuntárias do músculo, que causam o problema —explica o urologista do Mãe de Deus Center e do Hospital Santa Casa de Porto Alegre, Márcio Averbeck.

O que é a toxina botulínica

A toxina botulínica é um composto altamente venenoso, formado por um complexo de proteínas e produzido pela bactéria Clostridium botulinum. A bactéria produz sete tipos de toxina, nomeadas pelas letras A, B, C, D, E, F e G. A toxina A é a mais potente e a única comercializada no Brasil. Sua principal aplicação é intramuscular e seu efeito é naturalmente revertido pelo corpo em aproximadamente quatro meses.

Nem tudo é botox

Apesar de o nome botox ser conhecido como um sinônimo para a toxina botulínica, há importantes diferenças entre as diversas marcas do produto disponíveis no mercado. Por se tratar de um medicamento biológico, ela tem características específicas e diferentes indicações, efeitos e dosagens. Nem todas as marcas são autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para realizar todos os procedimentos com o medicamento.

Criada pelo Governo do Estado de São Paulo, pelo decreto 52.973, de 2008, regulamentada pelo decreto 55.739, de 2010 e alterada pelo decreto 58.050, de 2012, a Rede de Reabilitação Lucy Montoro tem como objetivo proporcionar o melhor e mais avançado tratamento de reabilitação para pacientes com deficiências físicas incapacitantes, motoras e sensório-motoras.

A Rede realiza programas de reabilitação específicos, de acordo com as características de cada paciente. Os tratamentos são realizados por equipes multidisciplinares, composta por profissionais especializados em reabilitação, entre médicos fisiatras, enfermeiras, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, educadores físicos, técnicos de órteses e próteses e fonoaudiólogos.

Atualmente, a Rede de Reabilitação Lucy Montoro conta com 17 unidades em funcionamento em todo o Estado e realiza mais de 100 mil atendimentos por mês. Estão em funcionamento as unidades Clínicas, Lapa, Morumbi, Vila Mariana e Umarizal, em São Paulo, Campinas, Fernandópolis, Jaú, Marília, Mogi Mirim, Pariquera-Açú, Santos, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos.

Desde 2009, a Rede conta com a Unidade Móvel. Com o objetivo de atender as demandas mais urgentes de fornecimento de órteses, próteses, cadeiras de rodas e meios auxiliares de locomoção em todo o Estado, atendeu mais de 2.000 pacientes e forneceu mais de 4.000 equipamentos.

Trata-se de um caminhão 100% adaptado de 15m de comprimento x 2,60m de largura, pesa 20 toneladas. Além de elevador hidráulico para atender cadeirantes ou pessoas em maca, a Unidade dispõe de banheiro adaptado, um consultório médico, sala de espera e oficina de órteses e próteses, composta por salas de prova, de máquinas e de gesso.

Profissionais da área da saúde realizam atendimento multiprofissional: médicos fisiatras, técnicos de órtese e prótese, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e enfermeiros.

Para ser atendido pela Rede de Reabilitação Lucy Montoro é necessário que o paciente receba do médico da rede pública de saúde o encaminhamento para a reabilitação e entre em contato com o Departamento Regional da Saúde para agendamento da triagem.

No dia 31 de outubro, sábado, a Rede de Reabilitação Lucy Montoro  promoverá um mutirão com acadêmicos da área da Saúde para orientar a população sobre o Acidente Vascular Cerebral, mais conhecido como AVC.

Os estudantes vão alertar a população quanto aos sinais de alerta para o rápido socorro de um AVC, abordar os fatores de risco (hipertensão arterial, diabetes, doenças do coração, obesidade, fumo e álcool), além de orientar quanto à importância da reabilitação. Também será distribuído material educativo. As atividades acontecerão nas Estações Sé, República e Barra Funda do Metrô, das 8h às 12h.

O Multirão é uma realização da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, do Governo do Estado de São Paulo e da Liga de Neurologistas da Santa Casa de São Paulo, com o apoio do Metrô, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, da Academia Brasileira de Neurologia e da Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação – ABMFR.

Serviço:
Mutirão do AVC
Data: 31/10/2015 (sábado)
Horário: 8h às 12h
Local: Estações Sé, República e Barra Funda do Metrô

Encontro Internacional de Reabilitação

Entre os dias 06 e 09 de novembro, acontece o Encontro Internacional de Reabilitação como parte das comemorações dos 40 anos do IMREA. O evento é realizado pela Rede de Reabilitação Lucy Montoro em parceria com a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência e o Centro de Tecnologia e Inclusão.
A programação do Encontro conta com palestras, cursos, oficinas e workshops e irá abordar temas atuais e relevantes no campo da pesquisa em Reabilitação como Neuromodulação e Reabilitação, ENMG, Escola de Postura, Lesão Medular, Apraxia da Fala na Infância, Games, Ondas de Choque, além de Reabilitação de Oncologia e Robótica e Reabilitação.
Durante o Encontro, outros eventos paralelos também serão realizados, entre eles, o VII Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação, o I Balanço Geral do Programa Estadual Sobre Deficiência Intelectual, o VII Concurso e o IV Fórum Internacional de Moda Inclusiva.encontro internacional de reabilitacao

Principais Temas

  • Neuromodulação e Reabilitação
  • ENMG
  • Escola de Postura
  • Lesão Medular – O Que Há De Novo?
  • Neurogames e Reabilitação Cognitiva
  • Reabilitação em Oncologia
  • Ondas de Choque
  • Robótica e Reabilitação
  • Dor

Comissão Organizadora

  • Thais Saron Pato
  • Fernanda Levy
  • Graça Santos
  • Andressa Magalhães

Comissão Cientifica

  • André Sugawara
  • Arquimedes de Moura Ramos
  • Cesar Akiho
  • Cristina May Moran de Brito
  • Denise Tsukimoto
  • Gilson Tanaka
  • Isabel Sampaio
  • Julia Greve
  • Linamara Rizzo Battistella
  • Luciana Barrio Lara Cavichio
  • Marcel Simis
  • Patricia Tempski
  • Paulo F. Kertzman
  • Regina Chueire
  • Renato Martins
  • Tae Mo Chung
  • Thais Filippo
  • Thais Terranova
  • Vera Lucia Rodrigues Alves

Eventos Paralelos


INSCRIÇÕES

Curso: Terapias Robóticas em Reabilitação da Rede Lucy Montoro
Curso: Terapias Robóticas em Reabilitação da Rede Lucy Montoro

No próximo dia 17 de outubro terá o curso “Terapias Robóticas em Reabilitação”. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser realizadas pelo site: https://goo.gl/9mm1ps até o dia 05 de outubro. O curso é uma parceria entre a Sociedade Paulista de Medicina Física e Reabilitação (SPMFR) e o IMREA HC FMUSP.


CURSO: TERAPIAS ROBÓTICAS EM REABILITAÇÃO

DATA: 17 de Outubro de 2015LOCAL: Instituto de Reabilitação Lucy Montoro (Endereço: Rua Jandiatuba, 580 – Vila Andrade – Próximo ao Shopping Jardim Sul)

PÚBLICO: Fisioterapeutas, Terapeutas Ocupacionais, Fonoaudiólogos, Médicos e Residentes.

INVESTIMENTO: R$ 200,00 (profissionais) e R$ 150,00 (estudantes/residentes).
PROGRAMAÇÃO:
8h às 9h – Evidências em Terapias Robóticas em Reabilitação – Dr. Daniel Rubio de Sousa (Fisiatra e Diretor Clínico do Instituto de Reabilitação Lucy Montoro)

9h às 10h – Recursos de alta tecnologia em comunicação suplementar e alternativa – Luciana Paiva (Fonoaudióloga) e Rodrigo Vasquez Dias (Engenheiro)

10h às 10h20 – Intervalo

10h20 às 12h – Avaliação funcional em terapias robóticas do membro superior – Thais Terranova (Terapeuta Ocupacional)

12h às 13h – Intervalo para Almoço

13h às 13h40 – Terapias robóticas para membro superior – inMotion – Thais Terranova (Terapeuta Ocupacional)

13h40 às 14h20 – Terapias robóticas para membro superior – Armeo – Thais Terranova (Terapeuta Ocupacional)

14h20 às 15h – Avaliação funcional em terapias robóticas para marcha – Alllan Rogers Venditi Beas (Fisioterapeuta)

15h às 15h40 – Terapias robóticas para treino de marcha – Lokomat – Ana Paula C. A. Esotico (Fisioterapeuta)

15h40 às 16h – Terapias robóticas para aprimoramento de marcha – outros aparelhos – Alllan Rogers Venditi Beas (Fisioterapeuta)

16h às 16h20 – Intervalo

16h20 as 17h30 – Demonstração com aparelhos – InMotion, Armeo e Lokomat – Equipe de professores

Fisiatria ou Medicina Física e Reabilitação é a área da medicina responsável pelo tratamento de uma ampla variedade de doenças que geram algum grau de incapacidade, o que engloba desde casos mais leves – como uma dor nas costas (lombalgia) – até lesões mais graves como seqüelas de um derrame cerebral (acidente vascular cerebral).

Seu principal objetivo é restabelecer as funções prejudicadas pela doença, utilizando múltiplos recursos e, muitas vezes, trabalhando em associação com outros profissionais de saúde.